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amandaalexandre5

Mommy, am I cult?

A former literary snob making her way back to commercial reads.

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Morri Para Viver: Meu Submundo de Fama, Drogas e Prostituição

Morri Para Viver: Meu Submundo de Fama, Drogas e Prostituição - Andressa Urach Eu sei porque você está lendo esta resenha.

Você quer saber todas as bagaceiras que a Andressa Urach fez, mas não pode sair por aí com este livro no braço porque isso pode arruinar a sua reputação (já basta o tanto de É o Tchan que você dançou na década de 90). Ou você até pode ser bem resolvido, mas a vida tá difícil, dólar tá quase 4 reais, a Dilma existe e não dá pra gastar 20 e poucos reais em um livro que você quer ler só por curiosidade mórbida.

Então não se aflija, meu caro: poupe seu dinheirinho que eu vou contar tudo. Se tudo é verdade, ou mais um golpe para vender mais livros e sustentar a Andressa agora que ela não é mais garota de programa, é você quem decide.


Andressa teve o primeiro orgasmo com um cachorro. O tal cachorrinho lambia as partes íntimas dela e foi assim que ela gozou pela primeira vez. Na pré-adolescência.

Ela perdeu a virgindade com o irmão. Quando foi morar com o pai, Andressa era sempre acompanhada pelo irmão. Ele era como um "guarda-costas", que protegia a irmã segundo as ordens do pai. Sob a influência de álcool e drogas, os dois cometeram incesto, e esta foi a primeira vez dela. Engraçado foi vê-la se desculpar, como se a culpa fosse dela e de mais ninguém, como se o irmão nunca tivesse consentido.

Ela foi rejeitada pelo pai quando bebê... porque não era loira de olhos azuis. A família Urach tinha uma linhagem de descendentes de alemães com o típico look ariano e Andressa, morena de olhos castanhos, foi rejeitada pelo pai, que não acreditava ser de verdade o pai da garota.

Ela apanhava da mãe. Em um certo episódio, quando a mãe descobriu que Andressa fumava, bateu tanto nela que uma vizinha interviu, com medo de que a mãe a matasse.

Andressa foi vítima de estupro quando criança. O abusador era um "avô de criação" (o pai de um ex-namorado da mãe dela). Andressa não dá mais detalhes além do "ele brincava/introduzia dedos no meu órgão genital" e "pedia para beijar a cabeça do nenê"(ou seja, o pênis dele). Um dia a esposa dele o flagrou de pênis de fora na sala com a Andressa, e por isso pediu à mãe da menina que a mandasse para outra casa. Outra prima também fora abusada.

Como prova do abuso, o livro mostra duas páginas de um diário dela, escrito quando ainda era pré-adolescente. No começo da narrativa, há muitos erros de português, mas de repente a escrita começa a ficar mais elegante e depois volta de novo a ter erros de português. Além do mais, as duas páginas não batem: a primeira página é de 14 de novembro, e a continuação é do dia 17. Senti cheiro de prova fabricada... o que não quer dizer que duvido da história dela, até porque ela disse o nome do abusador em rede nacional e não creio que chegaria a tanto se a história fosse falsa.

Mas que ficou com cheiro de "vamos fazer um diário para corroborar a história só para mostrar no livro", isso ficou. Para mim, o abuso ocorreu de fato, mas o diário é falso.

Ela casou aos 17 anos, mas logo foi abandonada pelo marido. Ela teve que criar o filho pequeno sozinha. Bancando a arrependida, ela diz que a culpa foi toda dela.

... E começou a se prostituir para pagar as contas. No começo, ela só queria ter um dinheiro extra, achando que poderia ir para um cabaré de luxo só para dançar. Na época, ela trabalhava com coordenadora de RH e morava em um cubículo, mas o salário era pouco. Então começou a fazer bicos no final de semana como promotora de eventos, ou seja, era aquelas moças bonitas que vão a festas e lançamentos de produtos. Num desses bicos, uma colega lhe falou que ela poderia ganhar dinheiro só para dançar em cabarés de luxo... e ela foi fazer um teste.

Ela se vestiu de forma simples, com jeans e blusa de botão. Todas as outras mulheres do local, cerca de 200, vestiam roupas curtas e decotadas. Quando estava no bar, esperando para falar com o dono da boate, um homem se aproximou dela e começaram a bater papo. Ela disse que estava ali só para dançar, porque tinha uma dívida a pagar... e ele perguntou de quanto era a dívida. Ela disse que era de mil reais. Ele fez uma proposta: ele lhe daria os mil reais se ela topasse fazer programa... E foi assim que ela supostamente entrou para a prostituição. Acredite se quiser.

Ela fez um cirurgia a cada 3 meses e meio por 4 anos. A obsessão pela beleza, segundo Andressa, nasceu de uma infância e adolescência em que não se sentia amada.

Todas as papagaiadas que ela armou na mídia foram só golpes de publicidade para valorizar seu passe. Ou seja, o concurso Miss Bumbum, posar nua, aparecer pelada em público, os falsos romances lésbicos, o reality show, TUDO não passou de estratégia para fazer o "cachê" dela mais caro. Em um certo ponto, ela cobrou 30 mil reais por hora de sexo.

Ela se dizia "discreta" em relação aos clientes. E era por isso que os jogadores de futebol gostavam dela. Acredite se puder.

Ela não desmente a história sobre Cristiano Ronaldo. Segundo a história toda, ele pegou o número dela por intermédio de outro jogador de futebol. Cristiano supostamente se interessara nela por meio do concurso Miss Bumbum. Os dois se comunicaram pelo WhatsApp e, desde o começo, Andressa viu uma oportunidade para se promover: ela queria tirar uma foto dos dois juntos no hotel e vazar para a imprensa, por isso tirou prints das conversas do WhastApp e chamou um paparazzo para o hotel. Na recepção, ela avisou da presença do paparazzo para não levantar desconfianças.

Durante o sexo, Cristiano se revelou agressivo. Ele desconfiou da armação. Andressa pediu uma foto com ele, mas ele disse que só tiraria foto com ela no saguão, nunca na suíte. Ela desceu e esperou o Cristiano para tirar a foto, mas ele nunca apareceu. Três brutamontes a escoltaram de volta para a suíte e a mantiveram em cárcere privado até que os paparazzi da frente do hotel saíssem. "Por vingança", ela vazou a história.

Ela atendeu uns clientes bem esquisitos. Um galã de novela que gostava de morder a cabeça. Um milionário gaúcho que gostava de apanhar. Outro que se automutilava, chegando a sangrar da cintura para baixo. Um místico vidente que mentia sobre estar fazendo banhos espirituais enquanto assistia TV e comia pipoca.

Andressa tinha prazer em ser a mais odiada do cabaré. Um dia até descobriu uma macumba que fizeram em seu armário. Ela pegou a boneca e gritava para as companheiras que nenhuma macumba a atingiria, porque ela tomava banhos espirituais com sua mãe de santo. Ela eventualmente descobriu quem fez a macumba e saiu no tapa com ela.

E ela ainda conserva uma falta básica de simancol. Na introdução, o autor louva a Andressa com orgulho, como se ela fosse uma estrela internacional, exibindo reportagens de jornais e revistas estrangeiros... como se isso fosse mérito da Andressa e não demérito dos jornais em si.